terça-feira, 29 de abril de 2014
Um adeus E então você decidiu que está na hora. Ninguém em casa é o momento perfeito. Tem uma faca, a mais afiada que voce encontrou, diante dos seus olhos. Agora ela está em suas mãos. Antes de terminar com tudo você pega uma folha. Procura uma caneta. Começa a escrever palavras e mais palavras. Tenta se explicar. Pede desculpa, diz que sente muito. As lágrimas escorrem pelo seu rosto sem parar. Caem sobre a folha e borram algumas palavras. Seu coração se aperta, pois não quer dar adeus a tudo aquilo que você mais ama. Você obriga a si mesmo a se desgarrar desses pensamentos. Está na hora de ir. A carta está terminada. Você a lê e chora ainda mais. Deixa a folha de papel sobre sua cama. Senta-se no chão. Ele está frio. Assim como você também está congelando. Lágrimas ainda caem pelo seu rosto, e dessa vez você não consegue controlá-las. Agora sua mente está voltada em decidir aonde vai ser. Duas escolhas ficam em sua mente. Mas você se decidiu pelo mais comum, pelo mais fácil. Ergue a blusa e vê sua veia pulsando. Sorri, tão ironicamente, mas sorri. Nesse momento milhares de coisas passam pela sua mente. Menos a ideia de desistir. Porque você não vai. A lâmina esta na sua mão outra vez. A coragem que muitas vezes havia sumido aparece. A veia ainda pulsa, e é como se lhe convidasse a perfurá-la. Mais alguns segundos de tensão, mais alguns minutos de quase-vida e você quer logo dar um basta. Pega o objeto cortante que tem em mãos e o passa sobre seu pulso, com toda a sua força. No principio nada. Mas então uma dor latejante toma conta de todo seu corpo
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